6 sinais de alerta que indicam que seu fígado pode estar doente

Sinais na pele que podem indicar problemas no fígado

Alterações na pele podem ser um dos primeiros indícios de que o fígado não está funcionando corretamente. Esse órgão desempenha funções vitais no metabolismo, na digestão e na eliminação de toxinas, e quando seu funcionamento é comprometido, diferentes sinais podem surgir no organismo.

Estudos indicam que cerca de 20% das pessoas com alguma doença hepática apresentam manifestações cutâneas. Por isso, reconhecer essas mudanças precocemente é essencial para buscar diagnóstico e tratamento adequados, reduzindo o risco de complicações mais graves.

A pele, sendo o maior órgão do corpo humano, muitas vezes reflete desequilíbrios internos antes mesmo que outros sintomas apareçam. Observar mudanças na coloração, textura, presença de coceira ou lesões pode ser um passo importante para identificar problemas silenciosos.

Além disso, hábitos como consumo excessivo de álcool, uso prolongado de medicamentos, alimentação inadequada e sedentarismo aumentam o risco de doenças hepáticas. Manter um estilo de vida saudável contribui diretamente para a preservação da saúde do fígado.

A seguir, conheça as seis principais alterações dermatológicas associadas a distúrbios hepáticos e entenda por que elas acontecem.

Icterícia: pele amarelada

A icterícia é um dos sinais mais conhecidos de doença hepática. Ela se caracteriza pela coloração amarelada da pele e da parte branca dos olhos, causada pelo acúmulo de bilirrubina no sangue.

Em condições normais, o fígado processa e elimina essa substância produzida durante o metabolismo. Quando sua função está comprometida, essa eliminação fica prejudicada, resultando na coloração amarelada característica.

Prurido: coceira intensa

Outra manifestação comum é o prurido, caracterizado por coceira persistente, muitas vezes acompanhada de vermelhidão. Aproximadamente metade das doenças hepatobiliares apresenta esse sintoma.

Isso ocorre porque, quando o fígado não consegue eliminar adequadamente a bile, os sais biliares se acumulam no sangue, irritando as terminações nervosas da pele e provocando intenso desconforto.

Aranhas vasculares: dilatação dos vasos sanguíneos

As chamadas aranhas vasculares, ou angiomas, são pequenas dilatações na superfície da pele, geralmente com aspecto de teia. Elas surgem com maior frequência no tronco, rosto e braços.

Cerca de 30% das pessoas com cirrose apresentam esse sinal. Ele está relacionado ao aumento dos níveis de estrogênio no sangue, consequência da dificuldade do fígado em metabolizar adequadamente esse hormônio.

Eritema palmar: avermelhamento das palmas das mãos

O eritema palmar é caracterizado por um tom avermelhado intenso nas palmas das mãos. Assim como as aranhas vasculares, resulta do excesso de estrogênios circulantes.

Esses hormônios provocam dilatação dos vasos sanguíneos periféricos, deixando as extremidades mais avermelhadas que o normal.

Xantelasmas: placas amareladas nas pálpebras

Os xantelasmas são pequenas placas amareladas que surgem principalmente nas pálpebras. Embora sejam indolores, podem indicar alterações no metabolismo das gorduras.

Quando o fígado não consegue processar adequadamente os lipídios, parte dessas substâncias pode se acumular na pele. Colesterol elevado também está frequentemente associado a esse sinal.

Varizes periumbilicais: aumento da pressão nos vasos abdominais

A presença de veias dilatadas ao redor do umbigo indica aumento da pressão na circulação portal, comum em casos avançados de doença hepática.

Essa condição surge quando o fluxo de sangue pelo fígado encontra resistência, levando à dilatação progressiva dos vasos abdominais. Trata-se de um sinal que exige avaliação médica imediata.

Conclusão

Diversas alterações na pele podem refletir problemas no fígado. Identificar esses sinais precocemente contribui para um diagnóstico mais rápido e um tratamento mais eficaz.

Diante de qualquer mudança persistente, como icterícia, coceira intensa ou lesões incomuns, a avaliação médica é fundamental para esclarecer a causa e definir a conduta adequada.

Cuidar da saúde do fígado é investir na qualidade de vida. Alimentação equilibrada, hidratação, moderação no consumo de álcool e acompanhamento médico regular são pilares essenciais para manter esse órgão funcionando bem.